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Comunicação Não-Violenta, patriarcado e mulheres silenciadas.

Por que mulheres costumam a ser silenciadas na maior parte das dinâmicas relacionais?

Por que temos muitas vezes que, o famoso tem que, ter uma certa "agressividade" para poder construir um espaço de fala diante de uma opressão, cometida em grande parte pelos homens?


Vivemos ainda em uma estrutura social baseada no patriarcado, e o patriarcado alimenta a violência não só contra as mulheres, mas em face de toda a sociedade...

E isso que quero refletir hoje com vocês.


@djamilaribeiro1 ao mencionar Beauvoir, explica que: "a relação que os homens mantêm com as mulheres é esta: da submissão e dominação. As mulheres estariam enredadas na má fé dos homens que a veem e a querem como um objeto. Beauvoir mostra em seu percurso filosófico sobre a categoria de gênero que a mulher não é definida em si mesma, mas em relação ao homem e através do olhar do homem. Olhar este que a confina num papel de submissão que comporta significações hierarquizadas dadas à mulher através deste olhar masculino."


Entendendo que crescemos e nos tornamos mulheres através e submetidas ao olhar masculino.


Entendendo que a cultura da violência é construída com base no patriarcado onde a violência é, em muitas circunstâncias, exaltada como meio legítimo para honrar e defender a sociedade, entendendo que na cultura patriarcal, ela é vista como virtude do homem forte, corajoso e honrado... Que arrisca sua vida para defender os valores morais.


Lhes pergunto, somos livres?

E nessa perspectiva cultural, como fica a liberdade das mulheres? Será que ainda estamos enredadas a aprovação e olhar do masculino?

Se pararmos para refletir na mulher negra que vive em comunidade periférica... Pode se falar em liberdade?

Qual é a minha experiência e adoraria escutar a de vocês...

A maioria das mulheres não tem espaço de fala em uma roda composta por homens.

Homens nos silenciam quase todo o tempo e não percebem, pois silenciar a mulher sempre foi banalizado.


Lutamos por espaço, lutamos por fala, lutamos para existir ..

E sim a agressividade construtiva de Marie Muller muito nos apoia nesse movimento, pois viver a cultura de paz é estabelecer limites e buscar equidade.


Temos muito ainda para trilhar rumo a uma maior equidade e espaços de fala, porém acredito que só através da cultura de paz (agressividade construtiva) que podemos criar limites que honrem nossa sabedoria, voz, luta e conquistas.

Muitas mulheres lutaram pelo que temos hoje e muito ainda temos que lutar.


A Comunicação Não-Violenta nos apoia a construir empatia e conexão muitas vezes com o próprio opressor, pois conseguimos construímos possibilidades de ver com clareza a humanidade e a interdependência que existem em cada um e nas relações.

Através da escuta e de ter uma intenção clara na nossa Comunicação conseguimos desconstruir muros e criar pontes ( a escuta, espaço e diálogo) que busquem a equidade e o respeito aos direitos das mulheres.

Por meio dessa tomada de consciência, de que nós mulheres temos necessidades e VOZ conseguimos ir ao encontro da liberdade e tirar as correntes do olhar e da aprovação do patriarcado.



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